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Como identificar se uma pessoa sofre de hiperatividade

Ao contrário do que boa parte das pessoas imagina hiperatividade não é sinônimo de agitação, indisciplina ou ainda de falta de atenção. E muito menos tem sua origem na educação dada aos filhos pelos pais. Para se fazer uma comparação, se as crianças que não sofrem dessa doença fosse educadas da mesma maneira que aquelas que sofrem, seria bem provável termos legiões de crianças super educadas, com inteligência acima da média e muito organizadas. 

  

Conviver e educar alguém que tenha hiperatividade não uma tarefa simples. Os desafios estendem-se a todos os que estão em volta: colegas, amigos, pais, irmãos, etc. 

  

A hiperatividade não está relacionada a uma condição psicológica passageira. Não podemos insistir para uma pessoa, que se enquadre nessa categoria, para ser mais organizada e mais focada. Seria algo como dizer para alguém com miopia que se ele se esforçar mais, poderá ler sem precisar da ajuda dos óculos. 

  

Situações assim não são controladas pela pessoa com hiperatividade. 

 

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O que é a hiperatividade? 

  

A hiperatividade é uma condição física e um dos componentes mais conhecidos do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A principal característica se dá pela verificação de um mau funcionamento, ou até mesmo de um subdesenvolvimento, de determinadas partes do cérebro. Essas partes são as seguintes: 

  

Cerebelo: O chamado pequeno cérebro tem como responsabilidade garantir o controle motor do corpo humano. Ou seja, tudo que estiver relacionado com a movimentação tem origem e é regulado pelo cerebelo. Estudos mais recentes apontam que ele desempenha funções importantes em outras áreas como a emocional, atenção, memória e linguagem. 

  

Núcleos da base: Tem como função controlar os músculos, coordenação, aprendizado. Além disso, atua também na movimentação voluntária e controle da impulsividade. 

  

Corpo caloso: Composto por mais de 200 milhões de fibras nervosas é responsável pela comunicação entre a parte esquerda e a direita do cérebro. 

  

Lobos frontais: Entre as funções principais temos a tomada de decisões, controle de emoções, resolução de problemas, planejamento e atenção. 

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A hiperatividade e as crianças 

  

Muitas das vezes pais e professores não conseguem identificar se a criança tem TDAH ou se possui algum tipo de limitação, uma vez que há sintomas semelhantes nos dois casos. 

  

A avaliação para identificação da hiperatividade em crianças é complexa. Entretanto, há alguns aspectos que podem chamar a atenção para esse ponto. 

A maior parte de crianças com hiperatividade geralmente apresenta um comportamento que não coincide com a sua idade. Controlar pensamentos, emoções e conduta não são uma tarefa fácil. Por isso, nos diagnósticos essas crianças sempre apresentam problemas para ter atenção ou desenvolver atividades educacionais e lúdicas. 

  

Como o TDAH é diagnosticado muito cedo nas crianças (algumas das principais características já podem ser percebidas na primeira infância) é possível criar e estimular habilidades que possam ajudar no comportamento delas. 

  

Por exemplo, podem ser desenvolvidos estímulos relacionados à percepção visual e motora, tolerância à frustração, atenção e memória. 

 

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A hiperatividade e os adultos 

  

Nos adultos, os sintomas da hiperatividade são menos visíveis e isso pode até mesmo contribuir para uma dificuldade maior para que a identificação dos sintomas seja feita. 

  

Neste caso, entre os sintomas mais recorrentes temos: dificuldade para seguir instruções ou terminar tarefas, esquecimento das atividades do dia a dia, muita facilidade de se distrair com estímulos externos e problemas para manter a concentração em atividades simples. 

  

É interessante destacar também que cerca de 50% das crianças, adolescentes e adultos que foram diagnosticados com hiperatividade possuem algum tipo de outra desordem. Isso é denominado coexistência, uma vez que essa desordem e a hiperatividade andam juntas. Alguns dos sintomas apresentados nessa situação são ansiedade, depressão, bipolaridade, desequilíbrio e síndrome de Tourette. 

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Tratamento da hiperatividade 

  

Iniciar o tratamento da hiperatividade desde cedo é um ponto fundamental para que a criança/adolescente/adulto possa conviver com o problema da maneira mais produtiva, saudável e com a maior qualidade possível. 

  

Por isso, é essencial procurar por profissionais capacitados para que o diagnóstico seja preciso, assim como tratamento. Este, por sua vez, pode trabalhar aspectos de psicoterapia organizadora ou estrutural e até medicação quando necessário. Dentre os tratamentos, o que melhor apresenta resultados em relação à hiperatividade é a terapia cognitiva comportamental. 

  

Por fim, ainda temos a necessidade de conscientização e dedicação da família ou das pessoas que convivem com o hiperativo. Como apontado no início, não está em suas mãos o controle das situações as quais se submete. 

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